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Arquitetura01 de agosto de 2026·7 min

SAML no Protheus: é nativo. O problema quase nunca é o protocolo.

O TOTVS Protheus tem suporte nativo ao SAML 2.0: o AppServer é Service Provider e o TOTVS Identity é o Identity Provider homologado, federando Microsoft Entra ID, ADFS ou Okta. Os maiores riscos de um projeto de SSO não estão no protocolo, e sim na arquitetura: confundir Active Directory com SAML, fluxos incompatíveis entre SmartClient e WebApp, e certificados e políticas de navegador no go-live.

O Protheus suporta SAML?

Sim. E esse nunca foi o problema.

O suporte a SAML 2.0 faz parte da arquitetura oficial do Protheus. Não é customização, não depende de terceiros e não exige adaptação no AppServer.

O que normalmente falha é a arquitetura. É comum encontrar projetos que confundem Active Directory com SAML, desenham fluxos incompatíveis entre SmartClient e WebApp ou chegam ao go-live sem validar certificados e políticas de navegador.

O que a documentação realmente diz

No Configurador (SIGACFG), em Usuário, Senhas, Política, existem duas modalidades de Single Sign-On: Active Directory e SAML.

Na modalidade SAML, o AppServer atua como Service Provider (SP), o TOTVS Identity atua como Identity Provider (IdP) e a autenticação acontece por meio de uma assertion SAML assinada.

Erro nº 1: achar que Active Directory é SAML

Esse é o equívoco mais comum. O login integrado ao Active Directory apenas reaproveita a autenticação do Windows. Não existe federação de identidade.

Já o SAML usa um provedor de identidade corporativo, como Microsoft Entra ID, ADFS ou Okta. É outra categoria de solução.

Active Directorysem federaçãoUsuárioWindowsProtheusSAMLfedera via IdPUsuárioIdP corporativoTOTVS IdentityProtheus
Active Directory reaproveita a sessão do Windows, sem federação. SAML federa a identidade através de um IdP corporativo.

O papel do TOTVS Identity

O TOTVS Identity funciona como broker de identidade. Para o Protheus, ele é o Identity Provider. Para o Microsoft Entra ID, o ADFS ou o Okta, ele funciona como Service Provider.

Na prática, o usuário autentica uma vez no IdP corporativo, com o MFA da empresa, e o Identity repassa a assertion assinada para o Protheus.

UsuárionavegadorProtheusAppServer · SPTOTVS Identitybroker · IdPIdP corporativoEntra · ADFS · Oktaacessa1redireciona2federa3login + MFA no IdPsessão liberada4assertion SAML assinada
Fluxo SP-initiated: o Protheus redireciona ao TOTVS Identity, que federa ao IdP corporativo e devolve a assertion assinada ao AppServer.

O que normalmente quebra o go-live

  • Certificados expirados, do SP e do contexto no Identity.
  • Cookie SameSite=None exigindo HTTPS no AppServer.
  • X-Frame-Options bloqueando a janela de login.
  • Diferenças de configuração entre homologação e produção.

Conclusão

O Protheus suporta SAML nativamente. Os maiores riscos de um projeto de SSO não estão no protocolo, mas na arquitetura, na configuração e na atenção aos detalhes de implantação.

Perguntas frequentes
O TOTVS Protheus suporta SAML?
Sim. O SAML 2.0 é uma modalidade nativa de Single Sign-On no Protheus: no Configurador, o AppServer atua como Service Provider e o TOTVS Identity como Identity Provider homologado. Não é customização nem depende de terceiros.
Qual a diferença entre SSO por Active Directory e SAML no Protheus?
O login integrado ao Active Directory apenas reaproveita a autenticação do Windows, sem federação de identidade. O SAML usa um provedor de identidade corporativo, como Microsoft Entra ID, ADFS ou Okta, e federa a identidade. São mecanismos diferentes.
Qual o papel do TOTVS Identity no SSO SAML do Protheus?
O TOTVS Identity funciona como broker de identidade: é Identity Provider para o Protheus e Service Provider para o IdP corporativo. O usuário autentica uma vez no IdP corporativo, com o MFA da empresa, e o Identity repassa a assertion SAML assinada ao AppServer.
O que costuma quebrar um projeto de SSO SAML no Protheus?
Quase nunca o protocolo. Os problemas estão na arquitetura e nos detalhes de implantação: certificados expirados, cookie SameSite=None exigindo HTTPS no AppServer, X-Frame-Options bloqueando a janela de login e diferenças de configuração entre homologação e produção.

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